Promotor
Município de Penafiel
Sinopse
Entre o mar e o sargaço nasceu um folclore único, moldado pelo ritmo das ondas. O sargaceiro não é um homem do mar: é, antes de tudo, um agricultor. Contudo, nos dias de mareada, vira costas à terra e corre para a praia. Assim que o lençol de sargaço se avista ao longe, a comunidade reúne-se no areal, aguardando o assejo, o instante em que o mar arroja as primeiras algas à costa. Por vezes, a espera é longa e há que ocupar o tempo. A expectativa de mais um dia enriquecedor torna as pessoas alegres e animadas, e logo surge alguém a tocar concertina, cavaquinho, viola, ferrinhos, bombo ou reque-reque, e a festa acontece. Homens e mulheres, aos pares ou em roda, cantam e dançam com a alegria característica das gentes da beira-mar. Até que alguém grita a plenos pulmões: “argaço!”, a festa acaba e começa a mareada. Seguem-se quatro horas de labuta, na azáfama de arrecadar todo o sargaço que, depois de seco ao sol, retorna à terra como adubo.
Ficha Artística
Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia
Preços