Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
ACID ACID
Enquanto Acid Acid, Tiago Castro anda por aí há cerca de dez anos. Como voz da rádio, conhecemo-lo há muito mais tempo, com vários programas de boa memória na Radar e na SBSR e, agora, com A Floresta Encantada na Antena 3. Acid Acid, pode-se dizer com segurança, é uma extensão dos seus gostos, externalizada através da criação e não da divulgação. Mas podemos dizer que, aqui, uma coisa se mistura bem com a outra.
Depois de em 2020 ter editado Jodorowsky, resultado de um convite do MOTELX, para criar música em homenagem ao mítico realizador chileno Alejandro Jodorowsky, Acid Acid está de volta com The Radio Under The Stars. O título não leva ao engano, há aqui uma homenagem à rádio e ao seu papel, mas vai para além disso. Acid Acid sempre andou nos meandros do psicadélico, entre ligações as ligações mais clássicas ao rock, mas também procuram os intermédios que existem em derivações do krautrock, em alguma library music, sobretudo a inglesa, até ao shoegaze.
Há algo de clássico na música de Acid Acid, que procura contexto, ao invés de pedir contexto. The Radio Under The Stars pode-se ouvir de várias formas, ora tanto é um disco psicadélico, como um de ambient que se constrói através de texturas rock, que lembram algum Spiritualized de meados dos 1990s. Também se pode ouvir como uma mixtape, em que várias melodias se vão colando em construção do momento ideal. E, a cada segundo de The Radio Under The Stars sente-se que não há nenhum momento ideal como o agora. A música abre-se à descoberta e vai suscitando a nossa curiosidade, enquanto puxa pela memória e a uma vontade de fazer ligações.
AS
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Afonso Sêrro
Recentemente laureado com o Prémio Composição SPA / Antena 2 2025 (2º lugar), Afonso Sêrro iniciou o seu percurso musical com estudos de piano clássico e mais tarde dedicou-se ao jazz de forma informal. É licenciado em Musicologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), tendo também estudado composição na Escola Superior de Música de Lisboa.
Explorou a música eletrónica e o experimental, e rapidamente se destacou como teclista de várias bandas, atuando em diversos festivais por todo o país.
Em 2017, fundou o grupo de jazz Mazarin, que ganhou reconhecimento não apenas na comunidade jazzística, mas também no meio do hip-hop. Em 2019 criou um novo grupo, Atalaia Airlines.
Simultaneamente, formou o coletivo YAKUZA. Com este grupo lançou dois álbuns amplamente elogiados e continua a atuar em festivais de jazz, alternativos e de grande dimensão. Os YAKUZA são descritos como um "coletivo móvel" — uma entidade em constante mutação em termos de formação e som. Afonso Sêrro é uma das figuras centrais desse coletivo, cuja base sonora frequentemente se apoia nas suas teclas, enraizando a identidade do grupo.
Afonso tem também desenvolvido carreira como compositor e produtor a solo. Trabalha no seu estúdio em Lisboa, onde compõe bandas sonoras para filmes e sonoplastia para performances, em projetos próprios e colaborativos.
Na ZDB, apresentará o seu álbum de estreia a solo, editado pela Ovo Estrelado Records, Piano Impromptus. Resultado de um isolamento de alguns dias na Casa do Piano para captar uns improvisos, Piano Impromptus é, nas palavras de Afonso Sêrro, “como uma fotografia musical dessa altura em que estive isolado, intimamente desconectado do resto do mundo durante apenas quatro dias que mais pareceram quatro anos. Este disco inicia um percurso musical muito diferente do que andei a fazer até agora. Um percurso a solo, totalmente livre. O que farei depois disto?”
Abertura de Portas
21:00
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